E se a mente humana pudesse ser digitalizada, transferida para um chip?

Curiosidades do Mundo Digital

No dia 02 de fevereiro, o Netflix prepara-se para lançar Altered Carbon (veja o trailer abaixo). Baseada no romance de Richard Morgan, a série acontece num futuro onde a mente humana pode ser digitalizada, transferida para um chip chamado cartucho cortical e colocada em novos corpos, que levam o nome de capas. E, de quebra, ela ainda acompanha o soldado Takeshi Kovacs (Joel Kinnaman), trazido de volta à vida para investigar a tentativa de assassinato de Laurens Bancroft (James Purefoy), o homem mais rico do mundo.

Ficção científica à parte, o fato é que a série aborda um ponto cada vez mais comum no mundo atual: o uso de chips para as mais diversas tarefas cotidianas. Ainda que a atração do Netflix chegue ao extremo dessa adoção, o fato é que eles estão mais e mais presentes em muitas das coisas que utilizamos.

E não são apenas nos smartphones que os chips nos acompanham. O uso deste pequeno pedaço de plástico, cheio de circuitos integrados, também começa a aparecer em outras funcionalidades e, muitas vezes, nem nos damos conta. Abaixo, confira como os chips vêm “invadindo” as nossas vidas e como isso pode torná-la mais prática.

A Identificação Civil Nacional (ICN)

Demorou, mas está chegando. Em breve as informações do nosso RG, CPF e título de eleitor estarão unificadas em um único documento, chamado de Identidade Civil Nacional ou, simplesmente, ICN. Tudo armazenado em um cartão dotado de um chip que guardará esses dados e que poderá ser consultado de forma mais prática em repartições públicas e estabelecimentos privados.

Além da praticidade, a ideia do ICN também é combater as fraudes de identidade, que rendem prejuízos de até R$ 60 bilhões causados pela tripla, até mesmo quádrupla, identificação. Ainda não há uma data específica para o início da emissão do novo documento, mas a expectativa é de que o processo comece em 2020, com a previsão de que toda a população tenha o ICN até 2022.

Nos animais de estimação

Se as tradicionais plaquinhas de identificação presas na coleira já não são suficientemente seguras para recuperar seu animal de estimação caso ele se perca, então os chips podem ajudar bastante na tarefa.

A implantação dos microchips é um processo seguro e indolor para os animais, desde que feito em clínicas preparadas para o processo. Do tamanho de um grão de arroz, ele fica alojado sob a pele dele. Usando um leitor específico, o chip traz um código com informações como meio de contato com o dono (caso ele se perca), raça, porte, idade, etc. No entanto, há uma limitação: esses chips ainda não trazem recursos de geolocalização, que permitem rastreá-lo via GPS. Para esses casos, o ideal é usar um pequeno rastreador preso à coleira.

Substituindo crachás, senhas e afins

Ok, essa é polêmica. Em um futuro não muito distante, prepare-se para ver a sua empregadora implantar chips em você para, segundo eles, melhorar a sua produtividade e reduzir as burocracias corporativas.

Pelo menos essa foi a ideia da desenvolvedora de software norte-americana Three Square Market, que realizou o teste com 50 de seus funcionários, instalando microchips do tamanho de um grão de arroz entre o polegar e o dedo indicador do colaborador. De acordo com a empresa, o recurso permitirá que o empregado acesse informações em PCs e outros dispositivos, além de efetuar o pagamento de compras, dispensando cartões de crédito e débito.

Quando questionada sobre o risco à privacidade dos usuários, a empresa afirmou que os dados armazenados no microchip estão criptografados e será impossível rastreá-los por meio de um GPS. Ah sim, segundo o site Gizmodo, dois hospitais aqui do Brasil já procuraram a companhia, interessadas nesta tecnologia.

Cartões Criptográficos

Um tipo de cartão de plástico (semelhante a um cartão de crédito) com um microchip embutido, é capaz de armazenar e processar dados. Um Smart card ( Cartão Criptográfico ) pode ser programado para desempenhar inúmeras funções, inclusive ter a capacidade de gerar chaves públicas e privadas e de armazenar a sua identidade no mundo virtual, ou seja, o seu Certificado Digital.

E será que o uso de chips pode ser uma boa oportunidade de negócios aqui no Brasil? Ou você acha que ele é uma ameaça real à nossa privacidade? Com a palavra, você, nosso leitor! Se gostou, não se esqueça de compartilhar.

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